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SIFIDE na Prática: como recuperar até 82,5%do investimento em inovação

Descubra como o SIFIDE pode ajudar sua empresa a recuperar até 82,5% do investimento em I&D. Durante o webinar, abordamos as principais estratégias para garantir a elegibilidade e maximizar os benefícios fiscais, mesmo sem um departamento formal de I&D.
Janeiro 20, 2026
11:00 am

Oradores em destaque

Marco Reis
Business Developer
Ricardo Correia Da Silva
Consultant

Ao longo da sessão, foram explicados os principais objetivos do aviso, o enquadramento dos projetos elegíveis e as taxas de apoio a fundo perdido, que podem atingir até 80%, consoante o tipo de investimento e o perfil da empresa.

Principais temas abordados

Ao longo da sessão, os especialistas da Leyton abordaram de forma clara e objetiva:

/ O que é considerado I&D no âmbito do SIFIDE e o que não é.

/ Como funciona a taxa de benefício fiscal, que pode chegar aos 82,5%.

/ Exemplos práticos de inovação por setor (indústria, tecnologia, engenharia).

/ Como estruturar a informação técnica de forma simples e eficaz para garantir a elegibilidade da empresa

/ Como preparar a empresa para beneficiar do SIFIDE, mesmo sem um histórico formal de I&D.

Mensagens-chave do webinar

Durante a sessão, destacaram-se algumas ideias essenciais:

/ O SIFIDE representa uma grande oportunidade para as empresas transformarem seus esforços em inovação em benefícios fiscais concretos.

/ A estratégia e planejamento antecipado são cruciais para maximizar o benefício do programa.

/ Empresas de diferentes setores podem ser elegíveis, incluindo aquelas sem um departamento formal de I&D.

/ A estruturação correta do projeto de I&D pode significar uma recuperação significativa de até 82,5% dos investimentos realizados.

Perguntas e respostas

A seguir, encontrará as respostas às perguntas feitas durante o webinar, elaboradas pelos nossos especialistas Ricardo Correia Da Silva e Marco Reis. Lembramos que essas respostas têm caráter geral e não constituem aconselhamento jurídico ou fiscal. Caso tenha alguma dúvida relacionada com o seu caso específico ou o da sua empresa, não hesite em entrar em contacto connosco.

Nós investimos bastante em tecnologia e melhoria de processos, mas nunca lhe chamámos I&D. Isto, à partida, exclui-nos do SIFIDE ou é um erro comum de enquadramento? 

Não exclui, e é, aliás, um dos erros mais comuns. 

A esmagadora maioria das empresas faz I&D sem lhe chamar I&D. Fala-se de desenvolvimento para o cliente, melhoria contínua, otimização, desenvolvimento interno, tentativa-erro, adaptação de tecnologia ou criação de soluções próprias. Tudo isto pode ser I&D para efeitos de SIFIDE, desde que exista: 

  • Incerteza técnica real 
  • Um problema que não tem solução óbvia ou “de manual” 
  • Um esforço sistemático para criar ou melhorar algo face ao estado da arte da empresa (ou do setor) 

O SIFIDE não avalia o nome que a empresa deu ao projeto, mas sim o conteúdo técnico e o processo de desenvolvimento. Portanto, não ter usado a palavra “I&D” nunca foi, nem é, um fator de exclusão. 

Há um momento “certo” para olhar para o SIFIDE – antes, durante ou depois do projeto? 

Ao contrário de muitos sistemas de incentivo, o SIFIDE não foi concebido para condicionar a forma como os projetos são planeados ou executados, mas sim para avaliar retroativamente atividades de I&D que já ocorreram. Parte do princípio de que as empresas inovam por necessidade de negócio, e não por causa do incentivo fiscal. 

Por isso, não é expectável que uma empresa que desconhecia o SIFIDE tenha desenvolvido o projeto já alinhada com conceitos como “estado da arte”, “incerteza científica ou técnica” ou “documentação orientada ao incentivo”. 

É precisamente aqui que entra o papel do consultor: analisar ações passadas, compreender o conteúdo técnico desenvolvido e traduzi-lo para o enquadramento do SIFIDE, com base em evidência, relato técnico e reconstrução do racional do projeto. 

O erro, portanto, não é olhar para o SIFIDE depois de o investimento estar feito. 
 

O erro é assumir que, por já estar concluído, nada pode ser enquadrado, quando, na realidade, o SIFIDE existe exatamente para valorizar investimento em I&D já realizado, dentro dos prazos legais. 

Uma empresa consegue, de forma autónoma, decidir com segurança o que é ou não elegível em SIFIDE, ou há um risco real de interpretações demasiado simplistas?

Existe, de facto, um risco real. 

O maior perigo não é tentar — é simplificar em excesso. Muitas empresas fazem uma leitura demasiado literal, por exemplo: 

  • “Não somos engenharia pesada” 
  • “Não inventámos nada revolucionário” 
  • “Usámos tecnologia existente” 

E acabam por excluir projetos que são claramente elegíveis, mas cuja elegibilidade está na forma como o problema foi resolvido, e não na tecnologia em si. 

O enquadramento em SIFIDE exige: 

  • Leitura técnica 
  • Capacidade de traduzir prática empresarial em linguagem de I&D
  • Conhecimento do histórico de interpretações e decisões anteriores 

Por isso, a decisão totalmente autónoma é possível, mas arriscada, sobretudo numa primeira candidatura. 

Nós temos equipas técnicas, mas ninguém anda a documentar o trabalho a pensar em incentivos fiscais. Isto inviabiliza o processo?

Não, de todo. 

Esta é outra ideia muito comum, e felizmente errada. 

O SIFIDE não exige que a documentação tenha sido produzida “a pensar no incentivo”. 

O que é necessário é conseguir: 

  • Reportar o racional técnico do projeto 
  • Identificar os problemas enfrentados 
  • Explicar as soluções testadas, falhadas e alcançadas 
  • Demonstrar quem esteve envolvido e de que forma 

Tudo isto pode ser feito retroativamente, com base em: 

  • Entrevistas às equipas 
  • Código, protótipos, versões, relatórios internos, atas 
  • Registos informais (e-mails, tickets, desenhos, testes) 

A ausência de documentação estruturada não inviabiliza – apenas exige um trabalho de organização e tradução técnica. 

Nós temos equipas técnicas, mas ninguém anda a documentar o trabalho a pensar em incentivos fiscais. Isto inviabiliza o processo?

Para uma empresa que nunca fez isto, qual é o esforço real envolvido do lado interno? Estamos a falar de semanas, meses, muita gente? 

Regra geral, menos do que se imagina. 

Para uma primeira candidatura típica: 

  • Envolvimento direto de 2 a 4 recursos humanos críticos ao desenvolvimento 
  • Alguns momentos de entrevistas técnicas 
  • Validação de informação e custos 
  • Pontualmente, recolha de evidências existentes 

Não estamos a falar de “parar a empresa”, nem de meses de trabalho interno contínuo. 

O esforço maior está na primeira vez, porque é preciso estruturar o raciocínio. Nas candidaturas seguintes, o processo torna-se muito mais leve. 

O verdadeiro custo costuma ser mais mental (“isto parece complexo”) do que operacional. 

Projetos ligados às artes, criação ou design podem, em algum contexto, ser enquadrados em SIFIDE, ou estamos sempre a falar de tecnologia dura e engenharia? 

Podem, sim, ser enquadrados – desde que exista inovação face ao estado da arte do tema em causa. 

O SIFIDE não está limitado a tecnologia dura, engenharia pesada ou laboratórios. O que importa é: 

  • Se houve um desafio técnico ou criativo não trivial 
  • Se o resultado não era previsível à partida 
  • Se houve experimentação, iteração e aprendizagem estruturada 

Projetos de design, criação, conteúdos, artes digitais ou processos criativos podem ser elegíveis quando envolvem: 

  • Desenvolvimento de metodologias próprias 
  • Exploração de novas abordagens técnicas ou funcionais 
  • Integração inovadora de tecnologias, ferramentas ou processos 

Ou seja: não é o setor que define o SIFIDE, é o nível de inovação e incerteza do projeto.

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